Aquela escadinha da velha varanda onde se percebe incontáveis pisadas, de tão desgastada, saltam-se adiante, driblando perigos por se achar destroçada...
Os vasos de flores que ali descansavam surtiam as cores ainda não vistas... E os beija-flores, de longe, turistas, roubavam-lhe beijos em meio a torpores...
E quando a escadinha se enchia de flores exalava seu lastro de essências florais, a uma distância a se perder de vista... Sentia-se a primavera ali cirandar...
Aquela escadinha exultante de flores guarda segredos de grandes amores... Botinas de couro, sandálias e fitas, chapéus, coronéis e moças bonitas.
— Quem é esté que vem sempre Aqui? O que será que ele quer? — Por que ele vem sempre aqui? — Sei que ele espera e espera, mas o que?
— Dizem que ele espera um onibus Que nunca chega ou só chega bem tarde — Mas por que este envelope laranja? — Ora ele esta aqui, talvez seja algum Documento muito importante para ele — Não, não é isso ele é musico talvez Seja aquelas coisas que elees leen para tocar — Não ele é poeta, acho que é um livro
— Silencio, lá vem ele, silencio ... — Ele esta com aquele envelope laranja — Por que ele parou aqui? O que ele espera? — Boa tarde. Voceis viram se a "Bia" já saio? [...]